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terça-feira, outubro 11, 2005

Processos arquivados 



Mais de um ano depois do início deste blog, as coisas começam, finalmente a chegar a algum lado.
Importa escrever aqui que os processos crime por difamação, instaurados a mim próprio, ao Joel Pinto e ao Sérgio Moreira, foram a semana passada arquivados pelo ministério público, não tendo sido deduzida acusação.
Importa escrever isto, porque há que ter consciência do que se denunciou aqui. E as pessoas que o denunciaram falaram sempre a verdade. A justiça não encontrou fundamentos que prefigurassem a prática desse crime. Esses fundamentos não existiam porque escrevemos, SEMPRE, a verdade.

Era bom que neste país as pessoas não se calassem, nunca, quando perante arbitrariedades. As coisas mudam. Temos é que fazer também por elas.

Quero aqui deixar publicamente um abraço a todas as pessoas que ao longo do tempo se mostraram solidárias connosco.
Quero ainda deixar uma palavra de felicitação a todos os que, mesmo não concordando connosco em alguns pontos, souberam travar discussões sérias e leais.
Uma palavra especial para o Joel, para o Sérgio e para a Dina. Pela coragem. Pela determinação inamovível.

Uma última palavra para quem aqui foi denunciado: quando se tem a consciência tranquila, nada se teme. Nem ninguém.

Não difamamos ninguém. Dissemos a verdade. E por isso, como é lógico, vencemos.

Nós e todos os que acreditam nos valores básicos da liberdade e do respeito pela pessoa humana.

Bem haja.

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segunda-feira, agosto 01, 2005

Ironias da Vida... 

São muitas as ironias da vida... um delas foi o encerramento do "velhinho" Comércio do Porto, colocando mais jornalistas no desemprego (juntem-se ao clube!...).
Ironia: Fui despedido por ter cria um blogue, os jornalistas do Comércio criaram um blogue depois de serem despedidos.
Ironia: Gostava de saber se os comerciais do Comércio vão voltar de braços abertos para o Primeiro de Janeiro... e gostava de ver a reacção das chefias... ia ser lindo...
Meus amigos, aguentem-se à bronca!!!!

Isto sim, é uma ironia!...
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quinta-feira, abril 21, 2005

Um ano depois... 

Um ano depois... e tudo continua na mesma!!!
Serenamente, continuamos a aguardar o desenrolar, na barra dos tribunais, dos processos que estão a decorrer em simultâneo...

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sábado, dezembro 25, 2004

Um Feliz Natal... 

No Natal, esquecemo-nos do frio, da chuva, dos nossos problemas e até do mundo; mas nunca nos esquecemos dos nossos amigos. Para todos os que se consideram amigos deste Diário, um feliz Natal e um excelente 2005.
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segunda-feira, dezembro 06, 2004

"Carta aberta a Pacheco Pereira"

Triste país o nosso...
Triste país este em que, denunciadas algumas das mais graves irregularidades laborais contempladas pela nossa legislação, tudo parece manter-se na mesma.
Triste país o nosso em que, denunciadas restrições a direitos constitucionalmente estabelecidos, tudo se mantém na mesma....
Triste país o nosso em que as pessoas, por mais que critiquem os media, não resistem à secular arte da lisonja e nela caem, tornando-se cúmplices dos actos de quem pratica essa mesma lisonja...
Triste país o nosso em que aqueles que, em determinados momentos, nos parecem vozes livres, se revelam, afinal, como vozes condicionadas por compadrios obscuros ou, na melhor das hipóteses, vítimas da mais abjecta das vaidades...
Triste país o nosso em que pessoas sem notoriedade pública andam há meses a clamar por justiça e não vêm mais do que reflexos dos mesmos compadrios de sempre....
Triste país o nosso, que nunca muda.
Triste país o nosso, que tem frases como "triste país o nosso" criadas por pessoas que não têm a menor vontade de mudar seja o que for neste triste país....
Triste país o nosso que tem "jornais" a tentar contornar as ilegalidades e inconstitucionalidades denunciadas, e que para as contornar, nada mais encontra do que a lisonja fácil...
Triste país o nosso que tem quem a aceite de bom grado...
Triste país o nosso em que quem denuncia é relegado para a categoria de "sem credibildade", como se perder o emprego, nos dias que correm, fosse um acto corriqueiro de teenagers armados em bloguistas...
Triste país o nosso em que, mais de seis meses passados sobre denúncias gravíssimas, nem um único processo difamação e em que, pelos vistos, se mantem a credibilidade de quem ainda julga viver no 24 de Abril...
Triste país o nosso em que quem escreve "triste país o nosso" tem uma multidão de fiéis cegos a segui-lo... Triste país o nosso porque, vistos os últimos desenvolvimentos, é de uma homilia que se trata... Falsa , como todas as homílias...
Triste país o nosso, pois que são os tristes (jornal) que nele mandam, e os tristes (bloguista) que nele parecem fazer oposição...
Triste país o nosso, este....
Um triste país que, por ser triste, é só o seu, Dr. José Pacheco Pereira....
Um dia, sabe, será ainda triste o país que o seu foi.
O meu, Dr. José Pacheco Pareira, é e será sempre um país orgulhoso e orgulhoso...
Triste país o seu...
Orgulhoso país o meu...
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terça-feira, novembro 30, 2004

Ironias da vida... 

Na edição da passada Sexta-Feira, 26 de Novembro de 2004, este secular jornal de "referência nortenha", pela mão da simpatiquissississima Ana Caridade (qual ódio de estimação), publicou o seguinte primor:


"Porque inovar é preciso, O PRIMEIRO DE JANEIRO, apesar de secular, não se esquece daqueles que se destacam pela criação e pela novidade. Assim, Pacheco Pereira viu o seu blogue Abrupto ser distinguido com o Prémio Inovação, o primeiro prémio a ser atribuído a um blogue."

E não é que, conhecendo a realidade, JPP aceitou o convite e lá foi, ao salão Preto e Prata receber o tão galardoado prémio???

Alguém, pelo amor de Deus, me elucide acerca do que aqui tem sido relatado nos últimos oito meses???

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terça-feira, novembro 23, 2004

"Carta a Nassalete Miranda" 

Agradeço ao Vasco Vieira ter-me alertado para um texto publicado aqui e que tem seguimento aqui.

Em poucas palavras, J P Meneses, colaborador do "PJ", escreve que "No local onde moro (Vila do Conde) o órgão de comunicação social mais bem informado e mais equilibrado jornalisticamente é o suplemento semanal de O Primeiro de Janeiro - várias vezes assinei artigos de opinião sobre temáticas locais nesse suplemento.
No da última semana, porém, sucedeu algo - na minha opinião - intolerável: nas páginas de publicidade, da responsabilidade do departamento comercial, apareceu uma entrevista de carácter jornalístico (neste caso, ao Presidente da Câmara). Uma entrevista sem critério (o jornal tinha entrevistado o mesmo protagonista há pouco tempo) e que abre precedentes gravíssimos: a redacção entrevista uns, os comerciais outros? Quem tem dinheiro é entrevistado?
Escrevi, como leitor e colaborador do suplemento, uma carta (indignada) à directora do PJ, como artigo de opinião. Para ser publicado. Mas não o foi.
"

A referida carta pode ser lida no segundo link aqui mencionado e que passo a transcrever:



Carta aberta à Directora do PJ

Nassalete,

Entendo partilhar com os leitores do nosso suplemento algo que me desagradou profundamente na última edição.

E faço-o convicto de que tenho essa legitimidade. Não apenas a de leitor semanal, também a de colaborador irregular, mas sobretudo a de ter – publicamente (até na concorrência) e mais do que uma vez – elogiado a aposta de O Primeiro de Janeiro em Vila do Conde. Uma aposta que me parece continuar a ser merecedora de elogios.

Como acho que o nosso suplemento deve ser cada vez melhor, entendo que é preciso encontrar formas de evitar que se repita o que aconteceu faz hoje oito dias: uma entrevista de carácter jornalístico feita pelo sector comercial.

A Nassalete saberá melhor do que eu os limites impostos pelas leis (nomeadamente o Estatuto dos Jornalistas) e que uma situação dessas configura uma adulteração do espírito do legislador – no mínimo...

Por outro lado, sabendo-se das dificuldades que o mercado publicitário apresenta, assiste-se cada vez mais ao aparecimento de fórmulas que misturam marketing com jornalismo. E olhe que não me estou a referir ao nosso jornal; há outros – com muito mais meios e ambições – que confundem tudo, para tentar safar as contas do final do ano.

Portanto, que fique claro que não me manifesto contra as tentativas do sector comercial de valorizar os patrocinadores que pagam as respectivas páginas de texto, fotos e anúncios (embora se pudesse pensar numa designação menos ambígua do que “Especial”).

O problema, Nassalete, é outro: a entrevista é anti-jornalística, como se pode constatar pelo tom claramente elogioso que usa (o mesmo aconteceria se fosse depreciativo), pelos adjectivos recorrentes (ou, se fosse o caso, insultos) e pelas perguntas de “treta”.

Para um leitor mais ou menos atento do nosso suplemento, uma entrevista como aquela terá causado alguma estranheza: desde logo o facto de não estar assinada (que é uma forma de desresponsabilização e de menorização) mas, principalmente, pelas perguntas que são feitas!

Como é que se pode admitir que alguém do nosso suplemento – que acompanha como nenhum outro meio a vida local – faça as perguntas que lá aparecem? Dois exemplos: “como têm sido cumpridas as prioridades estabelecidas para este mandato?” ou “que papel tem desempenhado a autarquia no sentido de potenciar o desenvolvimento do concelho?”. São perguntas de quem está a leste da realidade, de quem não sabe nada do que se passa (e, pelos vistos, não tem de saber) e de quem não tem informação para contrapor, para pormenorizar, para destacar este ou aquele pormenor.

É uma invasão intolerável de sectores que devem estar afastados da produção jornalística! É uma forma de baralhar e de, inconscientemente, enganar os leitores. Aliás, até acho que não se insere na linha editorial do nosso suplemento, que fez recentemente uma entrevista ao mesmo protagonista.

Mas será esta questão assim tão importante, a ponto de justificar o meu protesto?

Pelo precedente que abre, pela desilusão que constitui, pela importância que o nosso suplemento tem localmente, sim.

Esta é uma questão importante porque o jornalismo é importante para nós. Para nós jornalistas e para nós leitores – felizmente, são cada vez menos os que acham que o jornalismo é coisa de jornalistas...

Admitindo que foi um deslize, continuarei fiel leitor e irregular colaborador do nosso suplemento.

PS – obviamente que as minhas preocupações aqui manifestadas seriam as mesmas qualquer que fosse o entrevistado, do poder ou da oposição. Provavelmente, até foi apanhado desprevenido pelos contornos anti-jornalísticos da entrevista…

Vila do Conde, 17 de Novembro de 2004


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quarta-feira, novembro 10, 2004

Ditam as regras da boa educação que as pessoas se apresentem. Chamo-me José Carlos Santos Tavares e aceitei o convite do Joel Pinto e do Ricardo Simães uma vez que o que aqui vou relatar é por demais estranho e irrisório. Sou empresário e estou a desenvolver há já alguns anos, alguns projectos comunicacionais que visam sobretudo a imprensa portuguesa. Eu e a minha equipa temos feito alguns trabalhos jornalísticos que estão a ser publicados como encarte ou suplemento de vários jornais e revistas. O projecto começou na imprensa regional e estamos agora a apresenta-lo aos jornais nacionais.
Como tal, aconselhado por um amigo de longa data que me disse ser Gestor de Processo no departamento Comercial do Primeiro de Janeiro, enviei um mail ao cuidado do director no dia 29 de Outubro e passo a citar:

Exmo Sr. Director,Solicitamos que nos enviem com a brevidade possível, a vossa tabela de preços para a inclusão de um encarte semanal no vosso jornal.O projecto é o seguinte:12 páginas tamanho tablóide. O trabalho será paginado e impresso por nós e colocado no vosso ponto de distribuição (vossa gráfica) às 16 horas do dia anterior ao da edição. o projecto é semanal, do género dos vossos suplementos temáticos e terá que ser publicado sempre no mesmo dia da semana (poderão indicar o dia de saída).
Solicitamos ainda que nos façam uma proposta de impressão para o referido projecto nas vossas gráficas:12 paginas a cores impressas a 4 cores (cmik).

Aguardando uma resposta da vossa parte,
José Carlos Santos Tavares
jcst@iol.pt
www.ojornalista.pt(endereço ainda não disponível)

Um mail normalíssimo a pedir um orçamento normal. O trabalho está todo feito e impresso. Eles só tinham que me dizer: "O preço que cobramos pela inclusão do vosso trabalho no nosso jornal é X". Até porque o trabalho que eles tinham era pegar nos meus jornais e coloca-los no meio do jornal deles. Foi assim que os outros jornais fizeram. No entanto, recebo no dia seguinte de outro endereço de mail que não o do jornal o seguinte:

Exmo. Sr. José CarlosAntes de lhe enviar a informação que me solicitou, desejava que me contacta-se. Necessitava saber mais informações relativas ao Vosso progecto. Poderá contactar-me por este e-mail, ou pelos telefones 22010XXXX / 96417XXXX.

O mail vinha assinado por um Sr que não vou aqui colocar o nome, mas que não era o director comercial do jornal. Ignorando aquele erro gramatical vergonhoso, eu respondi, "Pergunte o que quiser que será respondido". No dia seguinte, novo mail com o seguinte:

Boa noite,O Vosso projecto é jornalístico ou publicitário?A quem é que será cobrado o serviço?Quantos exemplares são capazes de nos entregar?Qual é a ficha técnica?Têm 100.000 exemplares para o dia 1 de Dezembro?Melhores cumprimentos

Estranho não acham? Eu achei e respondi da seguinte forma:
Boa noite,Estranhas essas suas perguntas, atendendo a que fui bem explícito (creio eu) no meu primeiro mail. Trata-se de um jornal, dedicado a um determinado tema em concreto e nada tem a ver com publicidade. O serviço será cobrado a mim e aos meus sócios, ou seja à nossa empresa. Os exemplares que lhes entrego é o que equivale à tiragem do vosso jornal. Se é para ser incluído como encarte é o mais lógico.Porque motivos vos interessa saber a ficha técnica? O trabalho é feito por jornalistas e por designers da nossa empresa jornalística, assessorado pelo nosso departamento de marketing e de relações comerciais.O que é que tem de especial o dia 1 de Dezembro para que nós vos cedamos 100 mil (?) exemplares?Já agora, estive a consultar a ficha técnica do vosso jornal e não encontrei lá nenhum XXXXX XXXXXXX (Nome do sr). Qual é o seu cargo/trabalho nesse jornal?Pensava que ia discutir este assunto com o próprio director.Obrigado e cumprimentos.

O homem pelos vistos não gostou da minha resposta e respondeu-me o seguinte:
Boa noite,
Não percamos mais tempo, o meu é demasiado valioso para o perder a dar-lhe satisfações.
Está interessado em encartar o seu "Jornal" todas as semanas o valor são 2500 euros/semana. Está interessado contacta-me pelos números de telefone que já conhece, fornece-me os dados a quem vai ser debitada a factura. Caso não esteja interessado, desejo-lhe as maiores felicidades para o seu "projecto".
A propósito, é de muito mau tom manter-se negociações ao abrigo do anonimato de um e-mail sem qualquer outro tipo de contacto.

O homem no mínimo não pode bater bem. 2500 euros? Respondi-lhe o seguinte:
Caro Sr. XXXXXXX,Perder tempo é coisa que eu jamais faço da minha vida. Se o tempo é precioso, o meu é tão ou maior valioso que o seu. Apresentei uma proposta comercial endereçada ao director do jornal O Primeiro de Janeiro, aconselhado por um amigo meu de longa data que conhece esse jornal; estava certo de que teria a atenção que me foi dispensada pelos demais jornais por mim contactados.Longe disso, sou contactado, não sei por quem, através de um vulgar endereço de e-mail, que nada me diz. Solicitou-me no seu primeiro contacto algumas informações que, cito-o "Poderá contactar-me por este e-mail, ou pelos telefones 22010XXXX / 96417XXXX". Optei por lhe enviar as informações que pretendia via e-mail, uma vez que é esta a melhor forma que eu tenho de comunicar, em detrimento dos telefones/telemóveis.Concordará pois comigo que as questões que me colocou são no mínimo estranhas, principalmente a que se refere ao facto de eu ter 100 mil exemplares para lhe oferecer no dia 1 de Dezembro. Aliás, qual é a tiragem do Primeiro de Janeiro? Porque, se eu quero colocar o meu trabalho no vosso jornal, é normal e é lógico que vos entregaria o nº de exemplares correspondente ao vosso nº da tiragem. Porquê 100 mil? Em relação ao preço que me oferece, longe de qualquer valor risório e normal, deixe-me que lhe diga que está a praticar uns preços exageradamente elevados, atendendo à circulação do vosso jornal. Só para ter um pequeno exemplo, o orçamento que me foi oferecido, quer pelo Jornal de Notícias, quer pelo Correio da Manhã e pelo Comércio do Porto, nem de longe nem de perto se aproximam do que me apresentou. E não se queira igualar a estes jornais. Aquilo que me ofereceu, daria para incluir o meu jornal em dois destes por mim enunciados.Agora, quanto ao projecto propriamente dito, trata-se de um jornal dedicado a novas tecnologias da comunicação, daí eu optar pelos jornais. Se quer um termo de comparação, situa-se entre o "Computadores" do Público e o "Bit & Bytes" do JN, mas ligado à imprensa. É minha intenção seguir um projecto desse género pelos vários jornais diários, incluindo cada um desses projectos em cada um dos jornais diários nacionais portugueses.Pelos valores que me oferece, lamento imenso, mas terei de desistir da inclusão deste meu projecto no "PJ". Não vou sacrificar todo um trabalho já efectuado e com créditos firmados neste mercado para satisfazer a vil vontade de engrandecimento de alguém que nem sequer sei de quem se trata.Agradeço-lhe desde já as "maiores felicidades" que me deseja e ao meu projecto. Retribuo-as da mesma forma.
Melhores cumprimentos,
José Carlos Santos Tavares
jcst@iol.pt
www.ojornalista.pt(endereço ainda não disponível)

Entretanto, sugerido pelo meu amigo que trabalha no Primeiro de Janeiro decidi esquecer toda esta questão uma vez que este sr. andou lá todo esbaforido a espumar-se com o director comercial. O mais engraçado no meio disto tudo é que fiquei sem saber (sei porque o meu amigo me disse) quem era o tal XXXXX XXXXXXX. É delegado comercial, tal como o meu amigo e sobre o valor que eu teria que pagar ao Primeiro de Janeiro ele recebria cerca de 15%, ou seja 375 euros por semana. Se multiplicar este valor por 4 semanas, são 1500 euros que este sr ganharia por mês à minha custa. Ora por 1500 euros eu incluo o meu jornal noutro jornal diário nacional. E não tenho dores de cabeça.
Quanto ao famoso dia 1 de Dezembro, o meu amigo informou-me que é o dia de saída do suplemento de aniversário do jornal e os tais 100 mil exemplares serviriam para ser colocados dentro do dito suplemento.
No meio disto tudo, levanto os braços bem para cima por me ter livrado de uma bem grande. E agradeço ao meu amigo ter-me falado neste blog. Fiquei a conhecer um pouco melhor a realidade daquele jornal.

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terça-feira, novembro 09, 2004

Colaboração 

Apelando uma vez mais à colaboração de todos, tenho a informar que recebemos no nosso endereço de e-mail, um e-mail, cujo conteúdo se resume ao seguinte:
"Exmos Srs, chamo-me José Carlos e estou a desenvolver um projecto comunicacional direccionado aos jornais diários portugueses. Aconselhado por um amigo meu de longa data, contactei o Primeiro de Janeiro para lhes apresentar a minha proposta. Absurda, ridícula e com um conteúdo estranho que nem vos passa pela cabeça...".

Ora, é claro que esta situação nos interessa e gostamos de saber o que, de facto, aconteceu. Nesse sentido, foi já endereçado um convite ao nosso novo amigo, no sentido de "desbobinar o que aconteceu". A sua resposta foi afirmativa e nos próximos dias, algo mais será acrescentado a este Diário.
É só aguardar e continuar a visitar-nos.

Aproveito, para além disso, para solicitar a colaboração de todos os nossos "leitores". Basta clicar naquele endereço, ali em cima do lado esquerdo e começar a escrever. Prometemos responder a toda a gente, mesmo áqueles que não merecem...

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domingo, outubro 31, 2004

Os apoios...

Tenho lido por aí vários comentários em que se lamenta o facto de nós neste blog não conseguirmos ter uma atitude que nos permita "granjear apoios" para a nossa causa.
Não deixa de ser curiosa a presunção que se encontra por detrás dessa ideia... Que eu saiba, eu dei o meu nome (sujeitando-me a vários processos), enquanto o Joel, o Sérgio e a Dina foram despedidos por causa deste blog. Portanto, não consigo entender porque é que deveria ser um objectivo nosso granjear apoios, como se ainda devessemos provar algo a alguém. Já o disse anteriormente, e repito-o: o que nós fizemos não foi feito por quase mais ninguém neste páis. Nós demos a cara e os nomes para denunciarmos situações inacreditáveis que se passavam (e que com toda a certeza se continuam a passar) no Dep. de Publicações Especiais do "O Primeiro de Janeiro". Houve pessoas que perderam os empegos por terem tido a coragem de tomar essa atitude. Assim sendo, "granjear apoios"? Quem quiser seguir a senda segue, quem acha que deveríamos "granjear apoios", "credibilizar a nossa posição", das duas uma: ou tem um esquema de raciocínio bastante limitado, ou então, deve pensar que este blog é uma qualquer espécie de "novela virtual"... E se por vezes o blog em si (muito por força dos comentários) ganha contornos absolutamente bizarros, conviria que as pessoas não esquecessem que é de factos reais que falamos. O Joel, o Sérgio e a Dina, que perderam os empregos por terem denunciado os factos que todos conhecem, certamente não esquecem a realidade desses factos. E, mais ainda, não deverão (tal como eu) sentir qualquer necessidade de "granjear apoios". Não se trata de um qualquer jogo estratégico, trata-se de uma questão judicial, apenas.
Quem não entende que a atitude de denúncia expressa neste blog é uma pedrada no charco do triste conformismo lusitano sofre, com toda a certeza, desse mesmo triste conformismo. E ainda é do tempo em que as coisas, mais do que justas ou injustas, verdadeiras ou falsas, mediam o seu valor pelos "apoios que conseguiam granjear"...
Nesse jogo não entramos.

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