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terça-feira, setembro 28, 2004

Apontamento

Proponho aos leitores o seguinte exercício: vejam os comentários que aparecem neste blog. Vejam os posts correspondentes. Podem chegar a conclusões surpreendentes...
Eu, por exemplo, reparei que "melgas", "mosquitos" "raids", Pedros "Isentos" Nunos "não me dou com gente como tu", Anónimos "não tenho nome", etc, etc, se fartaram de colocar comentários... Era uma paixão por este blog que eu, enquanto um dos seus responsáveis, via com emoção... Pois, curiosamente, foram aqui colocados dois posts sobre a condenação do Sr. Eduardo Costa por obtenção ilegal de subsídios. Os ditos comentadores, meus caros, desapareceram... Como eu não gosto de pensar que as pessoas não são coerentes, como eu gosto de pensar que as pessoas que falam muito não se calam quando o assunto não lhes convém, deixo aqui um apelo para que os ditos comentadores verifiquem o estado das respectivas ligações à internet... Devem andar com defeito (as ligações, claro)...
Uma última nota: já sei que há por aí muita gente que não gosta de mim (o que não me aquece nem arrefece, já fiz notar que afectos importantes, para mim, são os das pessoas que me são próximas), já sei que há muito quem me ache "birrento", "mimado", "intolerante", "Hitler", "Salazar", etc, etc... Pois, meus caros, não podem dizer que eu não sei reconhecer os meus erros e desculpar-me por eles (o Pedro "Isento", a Mente Despenteada e o TVP sabem-no bem). Mas eu posso dizer que quando se fala da verdadeira questão que motivou este blog, quando OS FACTOS NÃO PERMITEM TERTÚLIAS JORNALISMO/"JORNALISMO", existe quem
nem com letra deste tamanho escreva...
Boas noites e boas vidas para todos.
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sexta-feira, setembro 24, 2004

Guerra?!? 

Toda a gente sabe (pelo menos, quem me conhece) que eu sou uma pessoa serena e pacata.

Com toda esta - chamemos-lhe assim -, quezília com "O Primeiro de Janeiro", apenas e tão só quero o que, por direito, é meu. Já todos o sabem; já o aqui disse por mais de uma vez.

Postas as coisas de outra maneira, se é guerra que "eles" querem, é guerra que "eles" vão ter. E depois não digam que não tiveram como resolver as coisas de uma forma pacífica.

E, com isto, me vou...

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quinta-feira, setembro 16, 2004

Justiça - Parte II 

Para além deste link que o Ricardo já aqui mencionou, podem ler a edição do Público de hoje, clicando aqui.
Em poucas palavras, a notícia resume-se a isto: Eduardo Costa (EC), supra-sumo e proprietário do diário "O Primeiro de Janeiro" (PJ), foi condenado pelo tribunal a dois anos e meio de prisão, com pena suspensa por um ano, pelo crime continuado de fraude na obtenção de subsídio. Já aqui foi falado do "Recortes da Província" (RP). Gosto do nome; soa bem e fica no ouvido, mas a realidade é bem outra. Vamos por partes:

O RP foi uma ideia que EC teve para, somando mais um jornal ao seu espólio, ir buscar uns dinheirinhos ao Estado através de subsídios e apoios por parte do Instituto de Comunicação Social (ICS). Arranjou duas ou três pessoas que recortavam (é este o termo correcto e, daí, Recortes) artigos dos mais variados jornais: JN, DN, Público, PJ e os colavam numa folha A4; posteriormente, o "jornal" montado servia como comprovativo para ser enviado ao ICS. Recebeu por parte do Estado alguns milhares de contos de apoios e incentivos.

Os CTT aparecem aqui por causa do porte pago. Na teoria, o RP era enviado aos assinantes, mas na prática, o jornal que era enviado não era esse; eram os outros jornais que, por compromissos comerciais, tinham que ser enviados aos clientes. Ou seja, um cliente pagava 300 contos de publicidade no PJ para participar num suplemento qualquer, por exemplo. Como contrapartida, o vendedor que angariava essa publicidade prometia enviar 1000 ou mais jornais a quem o cliente quisesse; bastava ceder-lhe uma base de dados de nomes e moradas. Ora, como o porte pago do PJ não chegava para cobrir tudo isso (se tivermos em conta que muitas eram as empresas que cediam os tais nomes e moradas), era necessário associar-se esse porte pago a outros jornais. E era aqui que entrava o RP. O problema é que, para que isso fosse possível, havia um alto funcionário dos CTT que encobria essa ilegalidade e que também respondeu em tribunal por essa burla, no mesmo processo que o EC.

Quando as coisas começaram a dar para o torto, EC vendeu a sua posição do RP a outra pessoa qualquer. Agora os nomes: EC chama-se Eduardo qualquer coisa Costa e ele vendeu o RP a um senhor que se chamava Costa qualquer coisa. Dá para perceber esta troca de nomes??? São cunhados, ou ex-cunhados!!!

Como ele próprio nos chegou a dizer num jantar de Natal: "Eu sou um marinheiro de água doce e, quando as coisas correm mal, eu sou o primeiro a abandonar o barco". Esclarecedor, não???

Quando as coisas vieram a público, o Público deu um grande destaque a essa notícia. Como consequência, muitos vendedores queixaram-se ao Sr. Freitas que não conseguiam vender nada porque os clientes diziam logo que tinham lido essa história do tribunal. O Sr. Freitas sossegou-os logo garantindo que tudo estava sobre controlo, uma vez que o processo estava a decorrer na comarca de Oliveira de Azeméis. Como desculpa aos clientes, os vendedores diziam que a notícia era falsa e que o EC ia processar o Público.

Parece que, afinal de contas, as coisas não correram bem para os lados do todo-poderoso EC.

Por outro lado, acredito, tal como o Ricardo afirmou, que o facto de nada ter sido publicado na edição de hoje do PJ, se dever a um impedimento de agenda. Vais ver, Ricardo, que amanhã a notícia vai sair no PJ...

E são estas pequenas alegrias que vão fazendo com os nossos dias (pelo menos os meus) corram tão bem!!! Hoje, de facto, gostei de ler os jornais...

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Justiça - Parte I

A todos aconselho a leitura atenta da notícia que podem encontrar aqui.
Como podem ver, não é certo que por aqui sejamos uns caluniadores. Em sentido oposto, é do entendimento da Justiça que o Sr. Eduado Costa se apropriou indevidamente de fundos comunitários.
Um último ponto: muito tenho lido sobre jornalismo isento, missão jornalística, etc, etc... Ora, segundo pude constatar, o "O Primeiro de Janeiro" não fez uma única referência a esta notícia. Parecendo-me evidente que a mesma se reveste de interesse público (dado tratar-se do proprietário de vários orgãos de comunicação social, condenado em primeira instância pelo crime de fraude na obtenção de subsídio), quero crer que a não publicação de qualquer notícia não se pode ficar a dever a qualquer falta de isenção por parte do "O Primeiro de Janeiro"... Deve ter sido um mero lapso e, assim sendo, estou ansioso por, amanhã, poder ver o tratamento noticioso que a esta questão será dado... Será?... Também me parece...

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segunda-feira, setembro 13, 2004

Estudo das Espécies

Um estudo sobre comentários e comentadores, por Ricardo Simães:

Comentador "Foda-se, caralho!": O comentador "Foda-se, caralho!" caracteriza-se por não ser capaz de construir uma frase sem a utilização de palavrões, palavrões estes que representam cerca de 90% das palavras utilizadas em cada frase. Os restantes 10%, como os leitores mais atentos já perceberam, são apenas artigos ou formas verbais por forma a que possamos estar perante uma frase propriamente dita. Tivemos ao longo dos tempos grandes colónias desta espécie mas é de notar que, neste momento, se encontram em vias de extinção, sendo mesmo possível que reste apenas um exemplar que responde ao chamamento de "melga" (por vezes "abelha", mas como é o único há que respeitar as suas excentricidades de insecto). Em relação a este espécime em particular, é de realçar uma tendência notória para ser capaz de uma articulação de palavras, que não palavrões, o que denota uma adaptação da espécie a patamares de comportamento cívico não possíveis no seu estado puro. Ao que tudo indica, essa aproximação a padrões mais normais de comportamento em sociedade dever-se-á, provavelmente, ao convívio com seres intelectualmente mais desenvolvidos, contactos esses proporcionados por este blog.

Comentador "Vamos expôr pontos de vista, mas eu não exponho argumentos para consubstanciar os meus pontos de vista, e é bom que ninguém me diga que eu não sei discutir, porque eu sei e sou muito democrata, e respeito as opiniões de todos e, ainda para mais sou muito bem educado, mas só espero não encontrar ninguém que me peça argumentos, senão FODA-SE insulto já o gajo"
Esta espécie caracteriza-se por uma abordagem suave. À primeira vista, o seu objectivo é uma salutar troca de opiniões, pontos de vista, por forma a, construtivamente, se chegarem a pontos comuns. No entanto, esta espécie denota uma absurda incapacidade para apresentar argumentos que consubstanciem as suas afirmações. A título de exemplo, esta espécie tem a seguinte lógica de argumentação: "Vocês dizem y!". Quando colocada a pergunta natural "Quando é que nós dissemos Y?", esta espécie responde "Disseram num post ou num comentário!". Pergunta-se ao espécime "Em que post ou comentário dissemos isso? Podes dizer a data, pf? É que não estás a dizer a verdade..." e o espécime responde "Então agora não sabem o que escrevem?!?". Esta técnica de argumentação (em que se tenta fazer lançar uma frase com impacto, por forma a que esta adquira, por graça divina, uma verdade que não tem) é extremamente vulnerável a uma contra-argumentação atenta, contra-argumentação que se baseia, apenas, em obrigar o espécime a demonstrar a veracidade do que afirma (o que, uma vez que mente, não o pode fazer). Ao utilizar esta técnica de argumentação, o espécime revela mecanismos mentais pouco desenvolvidos. Em sentido oposto, parece dotado de uma grande capacidade para ter um comportamento social correcto, não utilizando linguagem ordinária. Por outro lado, este espécime revela oscilação afectiva bipolar. No início da argumentação, para conseguir as boas graças do seu interlocutor, poderá chegar ao ponto de afirmar que este se distingue dos demais bloggers pelo seu bom senso, educação e ponderação. Com o evoluir da discussão, passa a deusificar os outros bloggers, como forma de denegrir o seu primeiro interlocutor. Note-se que não é de excluir a hipótese de também esta oscilação afectiva ser uma técnica argumentativa primária, uma vez que pretende lisonjear o interlocutor na esperança de que este se coíba de apresentar uma contra-argumentação eficaz. Com interlocutores com um grau de desenvolvimento mental médio esta técnica revela-se ineficaz.
Ora, ao compreender que as suas técnicas de argumentação são rudimentares, e ao compreender que os seus processos mentais são básicos (quando comparados com os dos seus interlocutores), este espécime perde boa parte da sua capacidade para um relacionamento social correcto, sendo fácil que trate o seu interlocutor por "animal" ou outros vocábulos da mesmo nível.
Não se tratando de uma espécie em vias de extinção, tem sido muito bem representada por um indivíduo que reage ao nome de "Pedro". Não são necessárias precauções especiais ao lidar com esta espécie, sendo certo que, se o objectivo passar uma discussão séria e evoluída, esta mesma espécie se encontra num patamar de desenvolvimento que não lhe permite aceder a esses níveis de exigência.

Uma vez que se trata de um estudo extenso, mais conclusões serão apresentadas brevemente.

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segunda-feira, setembro 06, 2004

Regresso 

Regressado das minhas mais que merecidas férias, o que não me falta (não nos falta) nesta nova etapa da minha (nossa) vida, são projectos e ideias novas. E, como não me contento com pouca coisa, aos dois trabalhos em part-time como freelancer, arranjei mais um outro, ligado às telecomunicações. Para além disso, a ideia inicial que tínhamos (eu e o Ricardo) em avançarmos com um jornal nosso, vai de vento em pompa. Todo este nosso trabalho justifica um pouco a nossa ausência (por enquanto) aqui neste nosso Diário.

No entanto, voltamos a pedir, mais uma vez, a todos aqueles que queiram colaborar neste blog, o favor de nos fazer chegar os textos a publicar. Podem faze-lo para os nossos endereços de e-mail pessoais ou, como alternativa, podem utilizar o mail deste blog que se encontra do lado esquerdo da página.

Enquanto as nossas situações no PJ não se regularizam e, como a Segurança Social teima em não nos fazer chegar os subsídios de desemprego (já lá vão 3 meses...), cá continuamos a labutar nos nossos trabalhos.

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